'data:blog.isMobile ? "width=device-width,initial-scale=1.0,minimum-scale=1.0,maximum-scale=1.0" : "width=1100"' name='viewport'/> A MAGIA DA DEUSA: Sabat's
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sábado, 20 de março de 2010

Ritual de Mabon



Ritual do Sabbat Mabon Comece fazendo um círculo com cerca de 3m de diâmetro. No centro, erga um altar voltado para o norte. Sobre ele coloque uma vela da cor apropriada do Sabbat, um cálice com água, uma faca, um prato de sal, pó ou areia, um sino de altar consagrado e um incensório.Enfeite o altar com a decoração tradicional sagrada, como bolotas, pinhas, malmequeres, rosas brancas e cardo.
As flores poderão ser arrumadas em buquês ou guirlandas para o altar ou para o círculo, ou reunidas em uma coroa colocada no alto da cabeça.
MABON - EQUINÓCIO DE OUTONO(21 de Setembro) H. Norte / (21 de Março) H. SulEste é o segundo dos feriados da Colheita. A fraqueza do Deus já se faz sentir, e as plantações vão aos poucos desaparecendo, enquanto os estoques se enchem. Derrama-se leite sobre a Terra para agradecer pela fertilidade e bondade da terra. Agora, nos fechamos, e nossos corações voltam-se para nós mesmos. Período Negro do ano se aproxima aos poucos. É uma data especial para invocarmos espíritos familiares, guardiões e antepassados, para pedir sua ajuda e aconselhamento no período mais negro da Roda em pouco tempo se fará presente. No Panteão Celta, Mabon, também conhecido como Angus, era o Deus do Amor. Nessa noite devemos pedir harmonia no amor e proteção para as pessoas que amamos. Está é a segunda colheita do ano. O Altar deve ser enfeitado com as sementes que renascerão na primavera. O chão deve ser forrado com folhas secas. O deus está agonizando e logo morrerá. este é o Festival em que devemos pedir pelos que estão doentes e pelas pessoas mais velhas, que precisam de nossa ajuda e conforto. Também é nesse festival que homenageamos as nossas Antepassadas Femininas, queimando papéis com seus nomes no Caldeirão e lhes dirigindo palavras de gratidão e bênçãos.
COMEMORANDO O EQUINÓCIO DE OUTONO - MABON Decore o altar com cones, ramos de Carvalho, pinho e cipreste, espigas de milho, raminhos de trigo, e outras frutas e cones. Também coloque uma pequena cesta rústica com folhas secas de várias cores e formatos. Prepare o altar, acenda as velas e o incenso, e crie o círculo. Invoque a Deusa e o Deus. De pé diante do altar, erguendo a cesta com folhas, espalhe lentamente para que caiam no solo dentro do círculo. Diga palavras como as que se seguem:
Folhas caem, O dia esfria, A Deusa puxa seu manto sobre a Terra a seu redor Enquanto você, ó Grande Sol, caminha em direção ao oeste Para a terra do encantamento eterno, Envolto no frescor da noite. As frutas amadurecem, As semente caem, As horas do dia e da Noite se equilibram. Ventos frios sopram do norte num lamento. Nesta aparente extinção do poder da natureza, Ó Deusa Abençoada, Eu sei que a vida continua. Pois não há vida sem morte. Abençoado seja, ó Deus caído, enquanto viaja Para as terras do inverno e para os braços amorosos da Deusa. Depois a cesta e diga: Ó Graciosa Deusa da fertilidade, semeei e colhi Os frutos de meus atos, bons e ruins. Conceda-me a coragem para plantar sementes de prazer No ano vindouro, afastando a miséria e o ódio. Ensina-me os segredo de uma existência sábia neste planeta, Luminosos seres da noite.
Medite, um pouco, pense no que fez e no que está plantando. Chame pelos deuses para lhe dar amor,luz e poder, na hora das colheitas, posivas ou negativas. E que as colheitas negativas se trnsmutem de positivo p/ negativo.
Faça trabalhos de magia se necessários. Celebre um banquete Simples. O circulo está desfeito. ERVAS TÍPICAS DO EQUINÓCIO DE OUTONO - MABON Áster, Madressilva, Malmequer, Mirra, Folhas de carvalho, Flor de Maracujá, Avelã, Milho, Álamo, Feixes de trigo e Cones de Cipreste. COMIDAS TÍPICAS DO EQUINÓCIO DE OUTONO - MABON Pão de Milho, Milho, Abóbora e feijões cozidos e Leite.www.oldreligion.hpg.ig.com.br/sabath/mabon/index.htm

Mabon (Equinócio de Outono)O equinócio de outono ocorre por volta de 21 de março no hemisfério sul. No hemisfério norte, é celebrado por volta de 21 ou 22 de setembro (as datas dos equinócios e solstícios variam de ano para ano).Pronúncia do nome Mabon: "mêi-bon".Os dois equinócios são pontos de equilíbrio, onde dia e noite se igualam. No entanto, enquanto o equinócio de primavera é um período de equilíbrio para preparar-se para a ação, o equinócio de outono é um período de equilíbrio para preparar-se para o repouso.Lughnasadh (Lammas) marca a coleta efetiva da safra de cereais, mas em seu aspecto sacrificial. O equinócio de outono marca a conclusão da colheita e a ação de graças pela abundância, com ênfase em um futuro retorno desta abundância. É um período de recolhimento e agradecimentos por tudo o que tivemos. Montamos uma mesa farta, repleta de alimentos e compartilhamos com todas as pessoas que amamos.É época de agradecer também aos nossos ancestrais pelo sangue que corre em nossas veias, pelas características genéticas que deles herdamos e pelas dádivas que eles nos deixaram e nos transformaram naquilo que somos hoje. Reflita sobre as alegrias de sua vida, a liberdade e a maravilha da humanidade como um todo e abençoe todos ao seu redor que colaboram para a sua vida ser da maneira como é hoje.www.bruxaria.net/enciclopedia/m/mabon.htm
Mabon A Segunda Colheita Por volta de 21 de março no hemisfério Sul & Por volta de 22 de setembro no hemisfério Norte Mabon é o segundo dos três Sabbats da colheita. A Deusa está agora fortemente impregnada pela energia do Sol, que a cada dia parte mais rápido para o País do Verão. Conforme o poder dele diminui, a Deusa lamenta sua partida, mas Ela sabe que o poder do Deus retornará à Terra em Yule. A Deusa e o Deus são honrados através de novas oferendas da segunda colheita. É o momento de agradecer pelas abundantes colheitas e o maravilhoso ano de aprendizado e lições oferecidas. Mabon ocorre por volta de 22 de setembro no hemisfério Norte e 21 de março no hemisfério Sul. Nesse momento dia e noite são iguais. É um tempo de equilíbrio e balanço, mas as sombras começam a dominar a luz. Isso está associado com o interior do chifre, um dos símbolos desse Sabbat, e a contemplação da colheita. É o momento de agradecer pelas abundantes colheitas e o maravilhoso ano de aprendizado e lições oferecidas. Mabon ocorre por volta de 22 de setembro no hemisfério Norte e 21 de março no hemisfério Sul. Nesse momento dia e noite são iguais. É um tempo de equilíbrio e balanço, mas as sombras começam a dominar a luz. Isso está associado com o interior do chifre, um dos símbolos desse Sabbat, e contemplação da colheita. Nesse Sabbat a Deusa lamenta o seu consorte que está partindo para Outro Mundo, mas a mensagem de renascimento pode ser encontrada em cada semente colhida, que é o próprio Deus que se sacrifica para alimentar seu povo. É um tempo positivo para caminhar nas florestas, colher plantas e ervas mágicas para serem usadas no Altar. Pão de milho e cidra são bons elementos para fazer parte dos rituais e folhas de outono são ótima decoração para o Altar. Os Druidas honravam o salgueiro nesse Sabbat, a árvore associada à Deusa e à morte, e cortavam seus bastões do salgueiro somente após Mabon. Entrando em seu aspecto de Anciã; entretanto, seu aspecto de Virgem esstá impregnado nas sementes do Deus. Muitas festas que celebram a colheita ocorrem em países rurais; o Dia da Ação de Graças é um deles. As plantas, árvores, flores e ervas que estão associadas com mabon são a aveleira, o milho, o álamo, bolotas, galhos de carvalho, folhas de outono, ramos de trigo, cones de cipreste, cones de pinheiro. Mabon é um período positivo para honrar os Ancestrais e o Espírito da Terra. Os Deuses associados com Mabon são todos aqueles relacionados ao vinho e às colheitas. É dada muita ênfase à Deusa em seu aspecto de Mãe e muitas vezes Modron (a mãe de Mabon) é honrada. Nesse período da Roda do Ano, duas lendas mitológicas são apropriadas: Mabon e Modron (celta) e a história de Perséfone (grega). Mabon é um antigo Deus celta que simboliza os princípios masculinos da fertilidade. É o nome galês do Deus da mocidade, a Divina Criança, que os Druidas acreditavam estar dentro de todos nós. Ele é uma criança do Outro Mundo, nascida de pais terrestres, que desapareceu em sua terceira noite de vida. Mabon ap Modron significa “Filho da Grande Mãe”. No Equinócio de Outono, marca-se o tempo de sua mudança. Nesse momento Magons desaparece, com apenas três noites de nascimento. Ele vai morar novamente no mundo mágico de Modron, o seu ventre. Esse é um lugar nutridor e encantado, mas ao mesmo tempo de desafios. É um lugar de poder e renovação para que Mabon possa nascer através de sua mãe como campeão, o filho da Luz. Esse Sabbat simboliza a luz de Mabon entrando na Terra (ventre da Deusa), recarregando-se para tornar-se uma nova semente. Seu desaparecimento é um mistério, mas Mabon é eventualmente resgatado, no Solstício de Inverno, graças ao conhecimento de alguns animais: o pássaro negro, o veado, a coruja, o bisão e o salmão. Essa é a essência do Sabbat Mabon: o rejuvenescimento para uma colheita farta, agradecendo aos Deuses pelas dádivas concedidas durante o ano e o conhecimento da necessidade do balanceamento entre a luz e as sombras. O Equinócio de Outono é o momento em que dia e noite têm igual duração; logo depois dele a escuridão dominará com a chegada do Inverno. Enquanto o Equinócio de Primavera, outro momento de equilíbrio na Roda, representa iniciação e preparação para ação, o Equinócio de Outono é tempo de parada do trabalho. A colheita foi bem-sucedida, mas o Sol ainda está conosco. Esse Sabbat é simbolizado pelo espiral duplo, um vai e outro que retorna, para nos lembrar que começamos a jornada pelo ponto mais escuro do ano e que a morte sempre é seguida pelo renascimento, da mesma maneira que o Inverno sempre é seguido pelo Verão. A Deusa está grávida do Deus que nascerá em Yule, a noite mais longa. Ela se prepara para dizer adeus ao Deus velho, mas sabe que a semente do Deus novo já está dentro dela, em seu ventre. Os temas desse Sabbat são equilíbrio e ação de graças. É tempo de dar graças pelos frutos colhidos, e a Deusa é a Senhora de Abundancia cuja colheita nos sustentará pelos meses escuros do Inverno, assim como refletir sobre nós mesmos, sobre o equilíbrio da escuridão e da luz e se esforçar para manter o equilíbrio interno. Também é hora de meditar sobre os projetos, a escolha das “sementes” (nossos sonhos) que serão plantadas no próximo ano, além de agradecer pelas realizações do ano que passou. Agora, entretanto, temos de deixar que coisas não mais significativas possam ir embora de nossa vida, pois isso é o que nos oculta e impede de alcançar aquilo que queremos, e observar que cada coisa tem seu tempo e sua estação e o Inverno se aproxima. Esse Sabbat é tido como o tempo de equilíbrio, gratidão e agradecimento, porque também é a segunda e maior colheita do ano. Mabon marca o começo do Outono e a morte do Deus que está por vir. A partir de Mabon, o Deus Sol começa a diminuir diariamente. Ele está envelhecendo e morrendo lentamente, como as plantas colhidas da Terra. Ele doou todo o seu poder aos seres humanos através das colheitas. Os sacrifícios de Lammas tiveram êxito e a generosidade veio. As plantas estão começando a morrer e a lançar suas folhas ao chão. Os animais estão preparando seu hábitats para o frio esperado. O tema de colheita de Mabon não pode ser negado. Pelas bênçãos que recebemos é natural usar esse tempo de ano para mostrar nossa gratidão. Um banquete de abudância em honra ao Deus é tradicional. A mesa é coberta com legumes, carnes deliciosas e aves, tortas e bolos e outras delícias. Com um gesto ritual, é tradicional a passagem do Cálice da Gratidão nesse banquete. Um Cálice repleto de vinho é abençoado e passado a cada integrante da mesa. Conforme o Cálice passa, as pessoas vão fazendo seus agradecimentos. Quando tiverem agradecido por todas as bênçãos, eles bebem e passam o Cálice adiante. Isso continua até a Taça esvaziar, bebendo em amor, bênçãos e gratidão a tudo. Considerando que esse é um dos dois dias de equilíbrio no ano, juntamente com Ostara, é tradicional limpar a casa. É nesse momento que você começa a obstruir toda desordem ao redor de seu lar. As portas da casa são abençoadas para protegerem aqueles que vivem dentro dela. Magicamente falando, esse é um bom tempo para executar sortilégios ao redor da idéia de balanceamento da vida, de remover as culpas e substituir por carinho e aceitação. Correspondência de Mabon Cores: marrom, verde, amarelo, vermelho. Nome alternativosss: Equinócio de Outono, Encontro do Inverno, Winter Finding, Alban Elfed, Colheita do Vinho, Cornucópia, Festa de Avalon, Segunda Colheita. Deuses: do vinho e colheita. Ervas: alecrim, calêndula, sálvia, noz, folhas e cascas, visco, açafrão, camomila, folhas de amêndoa, frankincenso, rosa, agridoce, girassol, trigo, folhas de carvalho, maçã seca ou sementes de maçã. Pedras: âmbar, peridoto, diamante, ouro, citrino, topázio amarelo, olho-de-gato, aventurina. Comidas e Bebidas Sagradas: abóboras, todos os tipos de grãos, pães, bolos, todos os tipos de raízes, batatas, nozes, sidra com canela, vinho. Atividades: • Fazer uma cornucópia da prosperidade. • Fazer bonecas mágicas de maçã. • Andar pelos campos para agradecer a generosidade da Deusa. • Fazer grinaldas e oferecer à Natureza como sinal de agradecimento. • Fazer vassouras mágicas. • Fazer amuletos. • Confeccionar uma Rainha da colheita (kern baby). • Encher uma tigela com frutas e folhas e oferecer aos Deuses. • Encher uma cesta com cones de pinheiros, folhas secas coloridas, trigo, bolotas e ramos de pinheiro e deixar na sua porta de entrada para atrair boa sorte. • Colocar espigas de milho na sua porta de entrada. Bonecas Mágicas As maçãs são sagrados símbolos da Bruxaria. Nossa terra santa, Avalon, significa Terra da maçã ou Ilha das maçãs. Fatie uma maçã ao meio e verá que suas sementes revelam a forma sagrada do Pentagrama, o símbolo da Bruxaria. Para fazer as bonecas mágicas você vai precisar de: • Duas maçãs grandes, uma para Mabon e uma para Modron; • Dois lápis; • Dois palitos de churrasco; • Uma faca; • Um prato. Descasque as maçãs. Talhe uma face em cada uma das maçãs. Finque as maçãs nos palitos de churrasco e deixe-as em pé para secarem em algum lugar seguro. Faça então bonecas com elas usando trigo e ervas secas para os cabelos. Vista-as com batas feitas de pano. Enquanto faz as bonecas, peça à Deusa que elas sejam carregadas com luz e poder. Na sua celebração de Mabon, consagre-as em seu ritual, pedindo que elas possam servir de protetoras para o seu lar e que tragam sorte para você e sua família. Pendure-as numa corda ou grinalda de Mabon e coloque-as em algum lugar proeminente em sua casa. Fazendo uma Rainha da Colheita (kern baby) A Rainha da Colheita, ou Kern Baby, era feita do último feixe da colheita e construída pelos ceifeiros enquanto proclamavam: “Nós temos a Kern!” Na Escócia era chamada de a “Virgem do Último Feixe da Colheita” e era cortada pela garota mais jovem da aldeia. Fazer uma Rainha da Colheita é uma das práticas de Mabon. Para isso você vai precisar de: • Ramos de trigo; • Fitas multicoloridas; • Um pedaço de pano branco; • Um bastão; • Barbante; Pegue os ramos de trigo e divida-o em três partes. A primeira parte será a cabeça e as outras duas serão os braços do boneco. Para isso cruze duas partes dos ramos de trigo, em posições opostas, amarrando a parte separada na posição vertical, formando uma cruz. Amarre com o barbante para que fiquem firmes e não se soltem. Com o pano branco faça uma bata e vista o seu boneco de feixe. Decore a bata branca com as fitas coloridas, elas representam a Primavera, o outro ponto de equilíbrio existente na Roda do Ano que chegará nos próximos seis meses vindouros. Pendure sua Rainha da Colheita no bastão, que é o símbolo fálico da fertilidade. Então, na sua cerimônia de Mabon, coloque-a sobre o seu Altar, pedindo que ela se torne um símbolo de abundância e fartura. Depois, pendure-a acima da porta de entrada de sua casa. Cornucópia da Abundância O Chifre tradicional da Abundância, ou Cornucópia, é um símbolo de generosidade, boa colheita e tem implicações mágicas bem-definidas. O próprio chifre é um símbolo fálico, representante do Deus. O interior do chifre simboliza o útero, especialmente quando está cheio de generosidade da terra fértil, e representa a Deusa. Como Mabon é a Ação de Graças das Bruxas, é muito apropriado utilizar esse símbolo para nossos altares ou mesas. Faça ou compre uma cornucópia. Encha o chifre de frutas, flores, grãos e moedas, de forma que eles sejam derramados sobre o Altar. Some outras coisas mágicas, como folhas de carvalhos ou bolotas, avelãs ou cartas de Tarô. Bebida Mágica de Mabon A bebida mágica de Mabon consiste de: • Sidra de maçã quente; • Canela; • Pequenas rodelas de maçã. Essa bebida sagrada tem um significado profundo. A maçã rege o coração, a sidra representa o eu, por si só já é uma poção de amor. Mas quando misturada com canela, que é governada pelo Sol, representa a essência solar e, ao ingerirmos esta bebida, é como se estivéssemos ingerindo a própria luz do Sol. Ritual de Mabon Material necessário: • Grãos de todos os tipos; • Caldeirão; • Folhas secas; • 13 fitas de cores diferentes; • um galho de madeira; • três velas marrons; • cálice com vinho. Procedimento: Faça um triângulo com o vértice para cima usando as velas marrons e coloque o seu Caldeirão no meio dele. Trace o Círculo e diga: A Roda do Ano mais uma vez gira. Este é o Sabbat da Segunda colheita. A Senhora da Abundância e o Deus da fatura abençoam o mundo com os seus grãos. Abençoada seja a Fartura da Terra! Acenda as velas. Pegue as fitas e amarre-as em uma das extremidades do galho. A cada fita amarrada, faça um desejo. Quando tiver amarrado todas as fitas, eleve o galho dizendo:Hoje, luz e escuridão são iguais. A partir de agora o Deus retornará ao ventre da Mãe. Esta é a Dança eterna da vida e da morte. Que a Roda gire mais uma vez e que a Senhora e o Senhor abençoem o mundo. Coloque o galho no Caldeirão. Espalhe os grãos e folhas pelo seu altar enquanto diz: Pedimos que a Deusa e o Deus cuidem da Terra com sabedoria e bondade para que as colheitas prossigam com pão e vida para todos. Damos graças aos Deuses pela abundância. Que a Deusa nos guie pelos dias escuros, até que a Criança da Promessa renasça para trazer alegria e felicidade. Eleve o cálice e diga: Bebo este vinho em homenagem à Senhora da Abundância e ao Deus da Colheita que segue cada vez mais rápido ao País do Verão. Abençoados sejam! Cante e dance em homenagem aos Deuses. Destrace o Círculo.

Mabon




O Sabbat do Equinócio do Outono (também conhecido como Sabbat de Outono, Mabon e Alban Elfed), é o Segundo Festival da Colheita e a época de celebrar o término da colheita dos grãos que começou em Lammas. Também é a época de agradecer, meditar e fazer uma introspecção.Nesse dia sagrado, os Bruxos dedicam-se novamente à Arte, sendo realizadas cerimônias de iniciação pela Alta Sacerdotisa e pelos Sacerdotes dos Covens. Muitas tradições wiccanas realizam um rito especial para a descida da deusa Perséfone ao Submundo, como parte da celebração do Equinócio do Outono. De acordo com o mito antigo, no dia do Equinócio de Outono, Hades (o deus grego do Submundo) encontrou-se com Perséfone, que colhia flores. Ficou tão encantado com sua beleza jovem que, instantaneamente, se apaixonou por ela, Agarrou-a, raptou-a e levou-a em sua carruagem para a escuridão do seu reino a fim de governar eternamente ao seu lado como sua imortal Rainha do Submundo. A deusa Deméter procurou, por todos os lugares, sua filha levada à força, e, não a encontrando, seu sofrimento foi tão intenso que as flores e as árvores murcharam e morreram. Os grandes deuses do Olimpo negociaram o retorno de Perséfone; porém, enquanto ela estava com Hades, foi enganada e comeu uma pequena semente de romã, tendo, então, que passar metade de cada ano com Hades no Submundo, por toda a eternidade.Os alimentos pagãos tradicionais do Sabbat do Equinócio do Outono são os produtos do milho e do trigo, pães, nozes, vegetais, maçãs, raízes (cenouras, cebolas, batatas, etc.), cidra e romãs (para abençoar a jornada de Perséfone ao tenebroso reino do Submundo).Incensos: benjoim, mirra, sálvia, flor do maracujá e papoulas vermelhas.Cores das velas: marrom, verde, laranja, amarela.Pedras preciosas sagradas: cornalina, lapis-lazuli, safira, ágata amarela.Ervas ritualísticas tradicionais: bolota, áster, benjoim, fetos, madressilva, malmequer, plantas de sumo leitoso, mirra, folhas do carvalho, flor do maracujá, pinho, rosas, salva, selo-de-salomão e cardo.

Sabat Beltane



Beltane
Scott Cuningham - Guia Essencial da Bruxa Solitária
O Beltane (30 de abril) marca a chegada da virilidade do jovem Deus. Agitado pelas energias em ação na natureza, Ele deseja a Deusa. Eles se apaixonam, deitam-se entre a relva e os botões de flores, e se unem. A Deusa fica grávida do Deus. Os Wiccanos celebram o símbolo da fertilidade da Deusa em ritual. O Beltane é há muito , celebrado com rituais e festas. Os Maypoles (Mastros de Maio), símbolos fálicos supremos, eram o ponto central dos rituais das antigas vilas inglesas. Muitas pessoas acordavam na alvorada para colher flores e ramos verdes nos campos e jardins, usando-os para decorar os Maypoles, seus lares e a si mesmos. As flores e folhas simbolizam a Deusa; o Maypole, o Deus. O Beltane marca o retorno da vitalidade, da paixão e da consumação das esperanças. Os Maypoles são por vezes utilizados atualmente por Wiccanos durante rituais do Beltane, mas o caldeirão é um ponto central mais comum da cerimônia. Representa, obviamente, a Deusa - a essência da feminilidade, o objetivo de todo desejo, o igual mas oposto do Maypole, símbolo do Deus.

Beltane
Millenium - A Bruxaria Saindo das Sombras

Hemisfério Norte (01/05) e Hemisfério Sul (31/10).
A palavra Beltane (Beltaine, Belltaine, Bealtaine, Beltain, Beltine, Bealteine, Bealtuinn, Boaldyn), significa “fogo luminoso” ou “fogo sagrado” e celebra o começo do verão, a colheita, e a passagem da estação. Beltane honra a face do deus Sol Céltico continental e curandeiro, Belenos.
Beltane é a anglicização da palavra irlandesa Beltaine ou Bealtuinn em escocês. Enquanto a terminação tene refere-se claramente a fogo, ninguém pode realmente afirmar que a terminação Bel se refira a Belenus, o deus pastoral, ou de bel “brilhante”.
É certo que sempre foi uma tradição saltar entre dois fogos de Beltane (fogueiras, caldeirões ou tochas) para obter boa fortuna, saúde para seu gado e prosperidade. Quando os Druidas e seu sucessores, nas vésperas de maio, elevavam os fogos de Beltane nas terras altas ao longo das Ilhas Britânicas, eles estavam executando um ato real de magia, na intenção de trazer a luz do Sol até a terra. Na escócia, eram extintos todos os fogos da casa, e os grandes fogos eram acesos nas matas e florestas. Era um costume que os homens usassem madeira das nove árvores sagradas. Quando a madeira estourava nas chamas, proclamava o triunfo da luz sobre a escuridão durante a metade do ano.
Em Beltane, celebramos o grande amor que dá a vida a tudo. O Deus e a Deusa estão férteis e apaixonados e de seu amor, tudo, absolutamente tudo, nascerá. O fogo da paixão embala os corpos dos amantes que, na noite de Beltane, se encontram para celebrar essa união divina.
Uma das tradições mais belas de Beltane é o MAYPOLE, ou MASTRO DE FITAS. Um mastro é erguido e se prendem fitas coloridas (cada qual representando um desejo) que, numa dança ritualística, em alegria, serão trançadas, assim como se trança o destino. Com essa prática, colocamo-nos sob a proteção dos Deuses.
Era costume entre pagãos do Hemisfério Norte jamais se casarem no mês de maio, visto que esse mês era dedicado à união do Deus e da Deusa. Talvez por esse motivo, visando cobrir práticas pagãs, o catolicismo tenha transformado o mês de maio no mês das noivas.
Beltane é, sem dúvida alguma,um dos Sabbaths mais alegres e significativos dos Wiccanianos.
Ritual para Beltane
Preparação:
Altar voltado para o norte e tradicionalmente montado. Deve haver uma grinalda de flores primaverais sobre ele. Trace o círculo ritualisticamente.
“Não comentem aos quatro ventos,
Porque os profanos não compreenderiam,
Mas nós estaremos nos bosques todas as noites,
Clamando por boas noticias,
Para mulheres, gado e plantações,
Pois o Sol está vindo do sul
Com o carvalho espantando o cinza.”

Deverá ser procedido o Maypole ou a passagem (pulo) sobre/entre o fogo. Duas tochas podem ser acesas, formando um portal de purificação. Deve-se proceder o Grande Rito, com toda a emoção.
Destraçar o círculo
SABÁ BELTANE
Gerina Dunwich - Wicca Feitiçaria Moderna

O Sabá Beltane é derivado do antigo Festival Druida do Fogo, que celebrava a união da Deusa ao seu consorte, o Deus Chifrudo, sendo também um festival de fertilidade. (Na Religião Antiga, a palavra "fertilidade" significa o desejo de produzir mais nas fazendas e nos campos e não a atividade erótica por si só.)
Beltane celebra também o retomo do sol (ou Deus Sol), e é um dos poucos festivais pagãos que sobreviveu da época pré-cristã até hoje e, em sua maior parte, na forma original. É baseado na Floralia, um antigo festival romano dedicado a Flora, a deusa sagrada das flores. Em tempos mais antigos, esse festival era dedicado a Plutão, o senhor romano do Submundo, correspondente do deus Hades da mitologia grega. O primeiro dia de maio era também aquele em que os antigos romanos queimavam olíbano e selo-de-salomão e penduravam guirlandas de flores diante de seus altares em honra aos espíritos guardiães que olhavam e protegiam suas famílias e suas casas.
No dia de Beltane o sol está astrologicamente no signo de Taurus, o Touro, que marca a "morte" do Inverno, o "nascimento" da Primavera e o começo da estação do plantio.
Beltane inida-se, acendendo-se, segundo a tradição, as fogueiras de Beltane ao nascer da lua na véspera de l0 de maio para iluminar o caminho para o Verão. Realiza-se o ritual do Sabá em honra à Deusa e ao Deus Chifrudo, seguido da celebração da Natureza, que consiste de banquetes, antigos jogos pagãos, leitura de poesias e canto de canções sagradas. São realizadas várias oferendas aos espíritos dementais, e os membros do couen dançam de maneira muito alegre, no sentido destrógiro, em tomo do Mastro (símbolo fálico da fertilidade). Eles também entrelaçam várias fitas coloridas e brilhantes para simbolizar a união do masculino com o feminino e para celebrar o grande poder fertilizador do Deus Chifrudo. A alegria e o divertimento costumam estender-se até a primeiras horas da manhã, e, ao amanhecer do dia 1.° o orvalho da manhã é coletadp das flores e da grama para ser usado em porções místicas de boa sorte.
Os alimentos pagãos tradicionais do Sabá Beltane são frutas vermelhas (como cerejas e morangos), saladas de ervas, ponche de vinho rosado ou tinto e bolos redondos de aveia ou cevada, conhecidos como bolos de Beltane.
Na época dos antigos druidas, os bolos de Beltane eram divididos em porções iguais, retirados em lotes e consumidos como parte do rito do Sabá. Antes da cerimônia, uma porção do bolo era escurecida com carvão, e o infeliz que a retirava era chamado de "bruxo de Beltane" e tomava-se a vítima sacrificial a ser atirada na fogueira ardente.
Nas Terras Altas da Escócia, os bolos de Beltane são usados para adivinhação, sendo atirados pedaços deles da fogueira como oferenda aos espíritos e deidades protetores.

Ritual de Beltane




Ritual de Beltane
O Sabá Beltane dos Bruxos começa oficialmente ao nascer da lua da Véspera de 1.° de maio, sendo tradicionalmente realizado no alto de uma montanha onde são acesas as imensas fogueiras de Beltane para iluminar o caminho para o Verão e aumentar a fertilidade nos animais, nas sementes e nas casas. (Antigamente as grandes fogueiras da Irlanda, que simbolizavam o Deus Sol doador de vida, eram acesas com a centelha de uma pederneira ou pela fricção de duas varetas.)
Se você planeja festejar Beltane em ambiente fechado, deverá acender o fogo em um local apropriado. (Certifique-se de colocar um galho ou ramo de sorveira sobre o fogo para reverenciar os espíritos guardiães de sua casa e sua família, trazendo boa sorte para a casa e mantendo afastados os fantasmas, duendes e fadas malévolos.) Se você não tiver lugar apropriado, poderá acender 13 velas verdes-escuras para simbolizar a fogueira de Beltane.
Vista-se com as cores brilhantes da Primavera (a não ser que prefira trabalhar sem roupa) e use muitas flores coloridas e de odor forte nos cabelos. (Antes de vestir-se para a cerimónia, medite e banhe-se à luz de velas com ervas para limpar seu corpo e sua alma de quaisquer impurezas ou energias negativas.)
Comece traçando um círculo de 3m de diâmetro e monte um altar no centro, voltado para o leste. No topo do altar, coloque duas estatuetas para representar a Deusa da Fertilidade e Seu consorte, o Deus Chifrudo. Ao lado de cada uma delas, um incensório contendo olíbano e selo-de-salomão. No lado direito do altar, coloque um punhal consagrado e um cálice cheio de vinho. Acenda 13 velas verdes-escuras em torno do círculo.
Prepare uma coroa de flores do campo que florescem na Primavera, tais como margaridas, prímulas, primaveras ou malmequeres, e coloque-a no altar diante dos símbolos da Deusa e do Deus.
Pode ser colocado um pequeno mastro decorado (com cerca de 1m de altura) à direita do altar, enfeitado com flores e fítas de cores brilhantes.
Ajoelhe-se diante do altar. Acenda as velas e o incenso. Feche os olhos, concentre-se na imagem divina da Deusa e do Deus, e diga:
EM HONRA À DEUSA E AO DEUS CHIFRUDO,
E SOB A SUA PROTEÇÃO,
INICIA-SE AGORA ESTE RITUAL DO SABÁ.
Abra os olhos. Pegue o punhal que está no altar, cumprimente com ele o leste, e diga:
OH, DEUSA DE TODAS AS COISAS SELVAGENS E LIVRES,
A TI EU CONSAGRO ESTE CÍRCULO.
Segure o punhal em saudação na direção sul, e diga:
ABENÇOADA SEJA A VIRGEM DA PRIMAVERA,
PARA ELA EU CANTO ESTA PRECE DE AMOR.
ELA TORNA VERDE AS FLORESTAS E OS PRADOS,
OH DEUSA DA NATUREZA,
ELA REINA SUPREMA.
Segure o seu punhal em saudação ao oeste, e diga:
OLÍBANO E SELO-DE-SALOMÃO,
GRAÇAS A ELA QUE FAZ GIRAR A RODA!
Segure o punhal e saúde o norte, dizendo:
ABENÇOADO SEJA O SENHOR DA PRIMAVERA,
PARA ELE EU CANTO A PRECE DO AMOR.
DEUS DIVINO DAS TREVAS,
DEUS DIVINO DA LUZ,
ESTA NOITE EU CELEBRO
OS SEUS PODERES FERTILIZANTES.
Coloque o punhal de volta no altar. Pegue a coroa de flores do campo e coloque-a no alto de sua cabeça. (Quando esse ritual é realizado por um coven, o costume é que o Alto Sacerdote a coloque sobre a cabeça da Alta Sacerdotisa.) Ajoelhe-se diante do altar, olhando para as imagens das deidades pagãs da fertilidade. Abra os braços e diga:
ESPÍRITOS DA ÁGUA E DO AR EU PEÇO QUE OUÇAM A MINHA PRECE:
QUE O CÉU E O MAR PERMANEÇAM LIMPOS,
QUE A TERRA SEJA FÉRTIL E VERDE.
ESPÍRITOS DO FOGO,
ESPÍRITOS DA MÃE TERRA,
QUE O MUNDO SEJA ABENÇOADO
COM PAZ. AMOR E ALEGRIA.
Pegue o cálice de vinho e levante-o com o braço esticado, e, enquanto derrama algumas gotas no chão, como libação à Deusa e ao Deus Chifrudo, feche os olhos e diga:
QUEIMEM OS FOGOS SAGRADOS DE BELTANE,
ILUMINEM O CAMINHO PARA O RETORNO DO SOL.
AS TREVAS DO INVERNO DEVEM AGORA TERMINAR,
A GRANDE RODA DA VIDA GIROU NOVAMENTE.
QUE ASSIM SEJA.
Beba o resto do vinho do cálice e, então, coloque-o de volta no altar. Apague as velas, mas deixe que o incenso termine de queimar.
O ritual está agora completo, devendo ser seguido de um banquete, de cantos e danças na direção do movimento do sol em torno da fogueira de Beltane ou do mastro decorado para simbolizar a união divina da Deusa com Seu consorte, o Deus Chifrudo.

Correspondências de Beltane
Acervo Wiccan
Cor: verde.
Nomes Alternativos: Rudemas, Vésperas de Maio, Giamonios.
Deuses. Deuses das florestas, fertilidade, sexualidade, êxtase. A Deusa, no seu aspecto de Fertilizadora, e o Deus, como Fecundador.
Ervas: cardo-santo, curry, narciso, coriandro, sangue-de-dragão, samambaia, urtiga, sementes de linho, espinheiro, manjerona, páprica, rabanete, cogumelo, amêndoa, rosas, folhas de sabugueiro, baunilha, ylang ylang.
Pedras: malaquita, quartzo rosa, esmeralda, berilo, turmalina, quartzo verde, amazonita, aventurina.
Comidas e Bebidas Sagradas: bolo de cereais, saladas, tortas, bolos, todas as frutas, vinho, sucos.
Atividades:
· Pular a fogueira de Beltane;
· Guardar as cinzas da Fogueira de Beltane para utilizar em encantamentos de fertilidade, para abençoar objetos e pessoas.
· Dançar em volta do Mastro de Beltane.
· Colher as primeiras ervas da estação.
· Fazer um piquenique com a família.
· Lavar a face no orvalho da manhã de Beltane. Segundo as Tradições desse Sabbat, isso traz beleza para quem o faz.
· Fazer máscaras com folhas para representar o Green Man..
· Colocar uma tira de tecido em uma árvore fazendo um pedido ao Povo das Fadas. Usar tiras nas cores: laranja para prosperidade, rosa para amor, verde para abundância, amarela para cura, vermelha para proteção, preto para afastar o mal.
· Fazer uma oferenda ao Povo das Fadas.
· Fazer guirlandas para serem usadas na cabeça como coroas. As das mulheres são feitas com flores multicoloridas e as dos homens com folhagens verdes.
· Fazer um pacote de Beltane, com madeiras, para ser queimado.
· Levar uma oferenda da flores ao Espírito da Primavera em um rio ou uma cachoeira.

A Criança da Promessa



Criança da promessa
Toda vez que o solstício de inverno se aproxima, é sempre a mesma coisa: vemos diversos e-mails e mensagens por aí falando sobre o momento e o “nascimento da criança da promessa”. Vale lembrar que a maioria dos conceitos pagãos vão além da compreensão humana, pois estamos falando da Natureza como um todo. Assim, ao falarmos sobre a criança da promessa, estamos nos referindo a um termo criado para que possamos entender o que está se passando com a Natureza.
Resumidamente, a criança pode ser duas coisas: primeiro, o filho e consorte da Deusa, e segundo, um produto da magia (resultado de algum trabalho mágico).
Na Wicca e em muitas tradições da Bruxaria, a Criança da Promessa é o Deus Sol recém-nascido que aparece na época do solstício de inverno. Ele é a luz prometida da nova estação que virá. O sol nasceu; a partir do solstício, os dias vão gradativamente ficando mais longos, até chegarem ao seu ápice no solstício de verão.
Ele é a luz nascida da escuridão. Há antigos mitos que relacionam seu nascimento a uma caverna ou gruta, simbolizando seu nascimento do submundo. Em muitos lugares ele também é conhecido como “a Criança Divina”.
As primeiras imagens de uma criança divina ao lado de uma Deusa aparecem em 5000 aec (antes da era cristã), na região da Antiga Europa, em que uma criança é tratada e alimentada por figuras mascaradas. Alguns autores acreditam que esta imagem tenha passado pelos mistérios elêusinos na Grécia.
O mito da Criança da Promessa está presente em diversas culturas e sempre esteve ligado ao Paganismo, justamente por esta íntima relação com o Sol. Dentro do próprio Cristianismo, temos a figura de Jesus como a “criança divina”; mito que foi incorporado naturalmente de tradições pagãs anteriores à era cristã.

Sabat Yule



Yule – O Nascimento da Criança da Promessa

Por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte
Por volta de 21 de junho no hemisfério Sul
Yule é o momento na Roda do Ano no qual o Rei do Azevinho (Senhor das Sombras) é vencido pelo Rei do Carvalho (o Rei do Sol, a Criança da Promessa) que chega.
É impossível discutir as Tradições de Yule sem mencionar o Natal. Muitos dos costumes de Yule foram absorvidos pela Igreja Cristã, quando o Catolicismo tentava se estabelecer na Europa. O Natal Cristão já foi festejado em várias datas diferentes no decorrer do século, mas se estabeleceu no dia 25 de dezembro, pois associou muitos dos costumes da antiga e milenar celebração do Solstício de Inverno, que ocorre por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte. As Tradições Cristãs dizem que Maria deu à luz Jesus no vigésimo quinto dia, mas não confirma de qual mês. Finalmente em 320 d.C., a Igreja Católica decidiu marcar o nascimento de Cristo em dezembro para absorver o culto sagrado do Solstício de Inverno dos celtas e saxões.
O Nascimento de um Deus no Solstício de Inverno não é exclusivo do Catolicismo, pois muitos “bebês divinos” nasceram nesta época. Mistras é um exemplo claro disso.
Há muitas práticas que são utilizadas por Cristãos hoje que possuem origens essencialmente Pagãs. A Árvore de Natal, decorada com bolas e uma estrela no topo, não é nada mais nada menos que a antiga árvore que os Pagãos decoravam nos tempos ancestrais com velas, comidas e bolas coloridas (símbolos fálicos relacionados ao Deus) encimada por um Pentagrama, o símbolo da Bruxaria. As guirlandas, o azevinho, a Tora de Yule (Yule Log) queimando no fogo são todos costumes Pagãos.
Yule, o Solstício de Inverno, acontece por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte e por volta de 21 de junho no hemisfério Sul. O Sol agora encontra-se em Nadir, por isso é a noite mais longa do ano.
Muitos Pagãos celebram Yule com o festival da Luz, que comemora a Deusa como Mãe que dá nascimento ao Deus Sol, a Criança da Promessa. Outros celebram a vitória do Deus da Luz (Rei do Carvalho) sobre o Rei das Sombras (Rei do Azevinho), pois a partir desse momento os dias se tornarão visivelmente mais longos com o passar do tempo, mesmo com frio.

Esse Sabbat representa o retorno da luz. Aqui, na noite mais escura e fria do ano, a Deusa dá nascimento à Criança do Sol e as esperanças renascem, e Ele trará calor e fertilidade à Terra. Yule é o tempo de celebrar o Deus Cornífero. Nesse dia, muitas tradições Pagãs se despedem da Deusa e dão boas-vindas ao Deus, que governará a metade clara do ano.
Em tempos antigos pequenas bonecas de milho eram carregadas de casa em casa com canções típicas de Yule. Os primeiros Pagãos acreditavam que esse ato traria as bênçãos da Deusa às casas que fossem vistiadas pelas Corn Dollies.
Era um tempo ideal para colher o visco, considerado muito mágico para os Antigos Druidas, que o chamavam de o “Ramos Dourado”. Os druidas acreditavam que o visco possuía grandes poderes de cura e possibilitava ao homem mortal acessar o Outro Mundo. O visco é um dos símbolos fálicos do Deus e possui esse significado baseado na idéia de que as bagas brancas representam o Divino sêmen do Deus, em contraste às bagas vermelhas do azevinho, semelhantes ao sangue menstrual da Deusa. O visco representa a simbólica substância divina e o senso de imortalidade que todos precisam possuir nos tempos de Yule.
A Tradição da Árvore de Natal tem origem nas celebrações Pagãs de Yule, nas quais as famílias traziam uma árvore verde para dentro de casa para que os espíritos da Natureza tivessem um lugar confortável para permanecer durante o Inverno frio. Sinos eram colocados nos galhos da árvore. Os espíritos da Natureza eram presenteados e as pessoas pediam aos elementais que as mantivessem tão vivas e fortes durante o Inverno como a árvore que recebia lindos enfeites.
O pinheiro sempre esteve associado com a Grande Deusa. As luzes e os ornamentos, como Sol, Lua e estrelas que faziam parte da decoração das árvores, representavam os espíritos que eram lembrados no final de cada ano. Presentes era colocados aos pés da árvore para as Divindades e isso resultou na moderna troca de presentes da atual festa natalina.
As cores tradicionais do Natal, verde e vermelho, também são de origem Pagã, já que esse é um Sabbat que celebra o fogo (vermelho) e usa uma Tora de Yule (verde). Um pedaço de tronco que havia sido preservado durante todo o decorrer do ano era queimado, enquanto um outro novo era enfeitado e guardado para proteger toda casa durante o ano que viria. Os troncos geralmente eram decorados com símbolos que representassem o que as pessoas queiram atrair para sua vida.
A tradição da Tora de Yule perseverou até os dias atuais entre os Wiccanos, que fazem três buracos ao longe de um pequeno tronco e colocam três velas em cada buraco, uma branca, uma vermelha e uma preta para simbolizar a Deusa Tríplice. A Tora de Yule também é decorada com azevinho sempre verde para simbolizar a união da Deusa e do Deus.
Em Yule a casa era decorada com azevinho, representando a metade escura do ano, para celebrar o fim da escuridão da Terra.
Para os antigos celtas, celebrar o Solstício de Inverno era o mesmo que reafirmar a continuação da vida, pois Yule é o tempo de celebrar o espírito da Terra, pedindo coragem para enfrentar os obstáculos e dificuldades que atravessaremos até a chegada da Primavera. É o momento de contar histórias, canta e dançar com a família, celebrando a vida e a união.
O tema principal desse Sabbat é a Luz em todas as suas manifestações, seja o fogo da lareira, seja de uma fogueira, de velas, etc. A Luz nesse Sabbat torna-se um elemento mágico capaz de ajudar o Sol a retornar para a Terra, para nossa vida, corações e mentes.

Fonte: Acervo Wiccan
http://www.angelfire.com/wizard/acervowiccan

Yule

Hemisfério Norte (21/12) e Hemisfério Sul (21/06).
Yule é o solstício de inverno.
Agora, passada sua morte simbólica, nosso Deus renasce (simboliza a reencarnação para os espíritos, assim como a ressurreição do divino). Ele renasce como o filho gerado da Deusa e de si próprio em Beltane, a CRIANÇA DA PROMESSA.
Yule representa o fim dos dias escuros. O Sol ressurge no céu, trazendo seu calor para começar a derreter a neve e trazer de volta a vida a campos e florestas.
Provavelmente o natal cristão tenha suas bases nesse antigo festival comemorativo pagão. Em Yule é tempo de reencontrarmos nossas esperanças, clamando a nossos Deuses que rejuvenesçam nossos corpos e corações e que nos dêem forças para nos libertarmos das coisas antigas e desgastadas. É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e renascemos com sua pureza e alegria.
Essa é a noite mais longa do ano, em que a Deusa é venerada como a Mãe da Criança Prometida ou do Deus Sol, que nasceu para trazer Luz ao mundo. É hora de encontrarmos a luz clamada em Samhain, de compreender que tudo é cíclico na existência. Em Yule, a Deusa é honrada em seu aspecto divino de Mãe, sendo o Deus sua criança divina, o novo ano solar.
Fonte: A bruxaria saindo das sombras – MilleniuM

Yule

A Deusa dá à luz um filho, o Deus, no Yule (por volta de 21 de dezembro). De modo algum isto é uma adaptação do cristianismo. O solstício de inverno é há muito visto como um período de nascimentos divinos. Diz-se que Mitras nasceu neste período. Os cristãos simplesmente o adotaram a seu uso em 273 E. C. (Era Comum).
O Yule é uma época de grande escuridão e este é o menor dia do ano. Povos antigos notaram tais fenômenos e suplicaram às forças da natureza que aumentassem os dias e diminuíssem as noites. Os Wiccanos ocasionalmente celebram o Yule pouco antes da aurora, e a seguir observam o nascer do sol como um final apropriado para seus esforços.
Uma vez que o Deus é também o Sol, isto assinala o ponto do ano no qual o Sol também renasce. Assim, os Wiccanos acendem fogueiras ou velas para saudar o retorno da luz do Sol. A Deusa, inativa durante o inverno de Sua gestação, repousa após o parto.

O Yule é remanescente de antigos rituais celebrados para acelerar o fim do inverno e a fartura da primavera, quando os alimentos voltavam a estar disponíveis. Para os Wiccanos contemporâneos, é um lembrete de que o produto final da morte é o renascimento, um pensamento reconfortante nestes dias de desassossego
Fonte: Guia Essencial da Bruxa Solitária – Scott Cunningham

Yule (21 de dezembro HN e 21 de junho HS)
Celebramos o renascimento do Deus por meio da ação da Deusa. Alguns podem notar a data e acreditar que essa é uma imitação do cristianismo. Na verdade não é o caso.
Antigos mestres bíblicos tentaram estabelecer uma data para o nascimento de Jesus. Quando se viram desprovidos de respostas, eles adotaram o solstício de inverno. Os antigos cristãos notabilizaram por sobrepor seu simbolismo e sua teologia aos de religiões anteriores, tentando dessa forma acelerar o processo de conversão.
Os wiccanos celebram o Yule como data do renascimento do Deus visto simbolicamente como o sol. O solstício de inverno assinala o ponto culminante onde a partir dessa data, as horas do dia começam a aumentar até o meio do verão.
Fonte: Oito sabás para bruxas - Janet e Stewart Farrar

Solstício de Inverno
O Sabá do Solstício de Inverno (Natal) é a noite mais longa do ano, marcando a época em que os dias começam a crescer, e as horas de escuridão. É o festival do renascimento do sol e o tempo de glorificar o Deus Chifrudo. (O aspecto do Deus invocado nesse Sabá por certas tradições wiccanianas é Frey, o deus escandina­vo da fertilidade, deidade associada à paz e à prosperi­dade.) São também celebrados o amor, a união da família e as realizações do ano que passou.

Nesse Sabá os Bruxos dão adeus à Grande Mãe e bendizem o Deus Chifrudo renascido que governa a "me­tade escura do ano".
Nos tempos antigos, o Solstício de Inverno correspon­dia à Saturnália romana (17 a 24 de dezembro), a ritos de fertilidade pagãos e a vários ritos de adoração ao sol.
Os costumes modernos que estão associados ao dia cristão do Natal, como a decoração da árvore, o ato de pendurar o visco e o azevinho queimar a acha de Natal, são belos costumes pagãos que datam da era pré-cristã. (O Natal, que acontece alguns dias após o Solstício de Inverno e que celebra o nascimento espiritual de Jesus Cristo, é realmente a versão cristianizada da antiga festa pagã da época do Natal.)
A queima da acha de Natal originou-se do antigo costume da fogueira de Natal que era acesa para dar vida e poder ao sol, que, pensava-se, renascia no Solstício de Inverno. Tempos mais tarde, o costume da fogueira ao ar livre foi substituído pela queima dentro de casa de uma acha e por longas velas vermelhas gravadas com escultu­ras de motivos solares e outros símbolos mágicos. Como o carvalho era considerado a Árvore Cósmica da Vida pêlos antigos druidas, a acha de Natal é tradicionalmente de carvalho. Algumas tradições wiccanianas usam a acha de pinheiro para simbolizar os deuses agonizantes Attis, Dionísio ou Woden. Antigamente as cinzas da acha de Natal eram misturadas à ração das vacas, para auxiliar numa reprodução simbólica, e eram espargidas sobre os campos para assegurar uma nova vida e uma Primavera fértil.

Pendurar visco sobre a porta é uma das tradições favoritas do Natal, repleta de simbolismo pagão, e outro exemplo de como o Cristianismo moderno adaptou vários dos costumes antigos da religião Antiga dos Pagãos.
O visco era considerado extremamente mágico pêlos druidas, que o chamavam de “Árvore Dourada”. Eles acre­ditavam que ela possuía grandes poderes curadores e concedia aos mortais o acesso ao Submundo. Houve um tempo em que se pensava que a planta viva, que é, na verdade, um arbusto parasita com folhas coriáceas sempre verdes e frutos brancos revestidos de cera, era a genitália do grande deus Zeus, cuja árvore sagrada é o carvalho. O significado fálico do visco originou-se da idéia de que seus frutos brancos eram gotas do sêmen divino do Deus em contraste com os frutos vermelhos do azevinho, iguais ao sangue menstrual sagrado da Deusa. A essência doadora de vida que o visco sugere fornece uma substância divina simbólica e um sentido de imortalidade para aqueles que o seguram na época do Natal. Nos tempos antigos, as orgias de êxtase sexual acompanhavam freqüentemente os ritos do deus-carvalho; hoje, contudo, o costume de beijar sob o visco é tudo o que restou desse rito.
A tradição relativamente moderna de decorar árvores de Natal é costume que se desenvolveu dos bosques de pinheiro associados à Grande Deusa Mãe. As luzes e os enfeites pendurados na árvore como decoração são, na verdade, símbolos do sol, da lua e das estrelas, como aparecem na Árvore Cósmica da Vida. Representam tam­bém as almas que já partiram e que são lembradas no final do ano. Os presentes sagrados (que evoluíram nos atuais presentes de Natal) eram também pendurados na árvore como oferendas a várias deidades, como Attis e Dionísio.
O outro exemplo das raízes pagãs das festas do Natal está na moderna personificação do espírito de Natal, conhecido como Santa Claus, que foi, em determinada época, o deus pagão do Natal. Para os escandinavos, ele já foi conhecido como o "Cristo na Roda", um antigo título nórdico para o Deus Sol, que renascia na época do Solstício de Inverno.
Colocar bolos nos galhos das macieiras mais velhas do pomar e derramar sidra como uma libação consistiam num antigo costume pagão da época do Natal praticado na Inglaterra e conhecido como "Beber à Saúde das Árvores do Pomar". Diz-se que a cidra era um substituto do sangue humano ou animal oferecido nos tempos primitivos como parte de um rito de fertilidade do Solstício de Inverno. Após oferecer um brinde à mais saudável das macieiras e agrade­cer a ela por produzir frutos, os fazendeiros ordenavam às árvores que continuassem a produzir abundantemente.

Os alimentos pagãos tradicionais do Sabá do Solstício de Inverno são o peru assado, nozes, bolos de fruta, bolos redondos de algaravia, gemada e vinho quente com especiarias.
Fonte: Gerina Dunwich – Wicca Feitiçaria Moderna

Lendas de Natal

O Natal é, de fato a celebração de um evento muito anterior ao advento do Cristo. Associado com o Solstício de Inverno, embora com diferentes denominações e divindades, sempre teve em comum a celebração da vitória da luz sobre as trevas, do bem sobre o mal. O mito do nascimento de uma divindade solar é encontrado entre os persas e os egípcios.
Particularmente com respeito à data do nascimento do Cristo, a data de 06/01 era a preferida mas, até o século III, várias datas entre dezembro e abril coexistiam. No ano 350, Roma passou a adotar a data de 25/12, confirmada pelo Vaticano e, gradualmente, pelos demais cristãos (exceto pelos cristãos ortodoxos).
Assim, a celebração do Natal, como o fazemos em nossos dias, é uma mescla de vários costumes e crenças pré-cristãs com outras que foram se desenvolvendo a partir da Idade Média. Contudo, o atual formato do Natal surgiu definitivamente no início do século XX.